quinta-feira, 31 de maio de 2012

Humano


Hoje,
Guardarei as críticas.

Minha visão do mundo,
Sempre tão inóspita,
Vai ficar em uma gaveta,
Até que eu possa lidar,
Novamente,
Com esses problemas alheios.

Hoje,
Sou humano.
Acordei humano.
Talvez porque ontem,
Ao adormecer,
Tenha me permitido ser
Aquilo que, ao longo de toda a vida,
Tão poucas vezes acabei sendo:
Humano.

O hoje é apenas o reflexo de ontem,
E de tão simples e básico, sempre esquecemos.

Hoje,
Quero chorar as minhas mágoas.
Lamentar as minhas desgraças.
Sofrer as minhas tristezas.

As minhas.

Vou dar um tempo ao mundo.
Que ele siga com seus problemas,
Enquanto eu tento resolver os meus.

Sei que, cedo ou tarde, isso vai passar,
Ou, então, acabar de uma vez por todas.
Mas como nada é eterno,
Me ponho a esperar.

Mas hoje,
Só quero sentar e fazer as pazes com o tempo.
Quando a resolução não está ao alcance de nossos dedos,
O mais sensato é tentar ser amigo das horas.

Hoje,
A fome dos outros pouco me importa.
Se sentem frio, tanto faz.
E se tantos morrem sem razão, não vejo injustiça alguma nisso.
Como eu disse, hoje sou humano.
Sensível, debilitado e estúpido,
Assim como qualquer outro.

Hoje,
Só quero saber de mim
E de mais alguém.

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